Pensamentos Meus...

domingo, Outubro 01, 2006


Navegam em mim espasmos de loucura
que, na sua mais curiosa forma,
me levam a pensar que este amor que sinto por ti,
vai morrer sem nunca ter encontrado uma cura.
Deliro e vejo a tua imagem banhada no meu corpo,
que te necessita, em tons de desejo e desespero,
com cada poro e milímetro de pele.
Estou num estado febril que me faz transpirar
súplicas ao teu amor indiferente,
que arde e queima muito mais que estes 40 graus…
E os espasmos de loucura continuam e vivem,
até que decidas amar-me nesta mesma loucura.

Saudade...

Para onde foram os beijos que demos,
as promessas que fizemos
e os olhares que trocamos?
Onde estão as juras de amor eterno,
o gosto pelo inverno
e o sabor da tua boca?
Quem escondeu as gargalhadas que soltamos,
as lágrimas que perdemos
e todos os nossos Adeus?
Quem perdeu os nossos Sábados,
todas aquelas discussões
e os raios de luar?
Onde está tudo o que sentia por ti,
a vontade de te querer
e o medo de te perder?

Fiz do teu amor uma salada sem tempero.
Não tem gosto, não tem cheiro,
não tem cor, não se vê.
Não é saudável, mas como-a
todos os dias quando estou ao teu lado.
Fiz do teu amor uma salada sem tempero.
Não engorda, não alimenta, mas aumenta
em mim o desejo de te comer.

Amo-te

Não é fome. Não é doença...
É a tua ausência que me atormenta
e me injecta no coração o néctar amargo da distância.
Não é distracçäo. Não é desconcentração.
Não é apatia... É a melancolia que näo me deixa pensar em mais nada
e me leva o pensamento para perto de ti.
Não é tristeza. Não é vazio... É a saudade de tudo o que me dás
quando estou contigo.
Não são gotas de chuva nem gotas de suor
que me correm pelo rosto... São lágrimas.
Não é dor o que sinto... É amor.

Amor VS Dor

Como um cavalo selvagem andei sem rédeas pela vida
Como carne, como sangue, estanquei cada ferida.
Como um pássaro de asas quebradas andei sem pouso certo.
Como um anjo de asas cortadas andei perdido no deserto.
Como fogo, com água acabei por ser combatido.
Como cheiro, pelo ar voo sempre perdido.
Como esta música que toca abafei silêncios.
Como pedra certeira parti os medos mais densos.
Como areia nos olhos incomodei os mais fracos.
Como tiro certeiro transformei fortes em cacos.
Como lápis, em papel reescrevi muitos destinos.
Como linhas de comboio cruzei novos caminhos.
Como tudo, como nada
Chego sem avisar
Sou o amor, sou a dor
O que me quiseres chamar .

Precipicio

Temos um precipício a separar-nos as vidas.
De um lado eu grito por ti. Do outro sussurras algo que não entendo.
Por vezes soa-me a Quero-te, outras soa-me a Esquece-me...
Podia tentar saltar para o outro lado, mas tenho medo.
Não é medo de cair... A queda que se lixe!
É medo de ouvir o que realmente tens para me dizer...

terça-feira, Maio 02, 2006

Sou alma sem cor perdida no mundo.
Não me disseram para onde vou
e esqueceram-se de me dizer quem sou.
Tenho uma vida estragada
presa em casca de fruta azeda,
e apodreço ao som da música dos dias
que se atropelam nas ruas do tempo sujo.
Sou alma de coração que sangra
e corpo de gente que chora.
Sou alma perdida no tempo
que toda a gente ignora.
Eu quero tirar os sapatos
e andar nú no teu chão.
Quero fazer-te em pedaços
e arrancar-te o coração.
Quero pisar o teu jardim
sem matar nenhuma flor.
Quero que olhes para mim
e ser a tua única dor.
Eu quero ficar de joelhos
e arranhar o teu chão.
Quero desmontar-te em peças
e guardar-te na minha mão.
Quero espreitar pela fechadura
e ver-te nua, limpando os pés.
Quero estragar a fechadura
e ficar cego outra vez.
Eu quero salvar o teu dia
disparar contra o teu peito.
Quero matar a tua alegria
com punhais deste amor imperfeito.
Quero apagar a tua noite
eitando-me ao teu lado.
Quero passar o dia contigo
a fabricar mais um pecado.

Naufrágio

Durmo com a cabeça deitada
na tela que guarda
a tua imagem e sonho
com barcos que me levam até ti.
Navego em ondas mortas
e lanço a âncora no teu corpo
que me abraça e me salva
do naufrágio anunciado.
Cola-te a mim
e não partas nunca mais.
Diz que vais
ser feliz comigo
do teu lado...
E que não
mais vais partir
o meu tolo coração
que não se cansa de te amar.
Muda a tua vida para a minha
e sintoniza os teus sonhos
nos sonhos meus.
Dá-me a tua mão
e corre comigo no chão
de uma vida a dois.
Beija-me antes e depois
de adormecer e partilha
a tua pele com a minha.
Diz que nada é mais
importante na tua vida
do que eu
e serei para sempre teu.
Promete-me a felicidade agora
e eu prometo-te o mesmo
pela vida fora.

Bate coração, bate...

Tenho o coração
cheio de desassossego,
que bate perdido ao som
da tua ausência.
Bate coração, bate
até te cansares.
E se um dia parares,
deixa que eu pare
juntamente contigo…
Quando decidires morrer,
morre calado
e leva-me também
para onde vão os corações
que se perdem de tanto amar.

Ódio...

São palavras abruptas, que me descem pela cabeça e que saem por esta boca cansada de te beijar, que te magoam neste capítulo morto do livro da tua madrasta vida. Espreitas pela esquina sombria onde te esperei em dias de chuva e em tardes de sol tórrido, e choras de saudade. Porque afinal eu já não lá estou para te estender a mão e atravessar a rua de mão dada contigo. Ou se calhar, se pensarmos bem, eu nunca lá estive e nunca quis atravessar a rua nem a vida de mão dada e de rosto colado no teu. E agora estas palavras que se escapam dos meus murmúrios, atingem-te ao mais elevado nível e encostam-te ao parapeito da dor que tu mereces sofrer.
Qualquer murmúrio que se escapa sem consentimento de qualquer parte minha, revela o quanto te desprezo, abomino e odeio. Sim odeio. Sim desprezo. Sim abomino. Porque tu és simplesmente desprezável e porque eu me acho, sim, acho-me no direito de te julgar e de te condenar sem qualquer defesa, a uma pena máxima de dor máxima.
É estranho como de repente o amor que sentia por ti desertou e no lugar dele instalou-se esta revolta e desilusão. Podes chorar, podes gritar, podes tudo… Eu não ouço, eu não vejo, eu nada vou fazer para te socorrer. Vou ficar indiferente e rir, rir, rir até não aguentar mais. Sim vou rir muito. Muito, porque tanto tu como eu merecemos todas as gargalhadas deste mundo. Porque ambos fomos ridículos ao máximo, palhaços ao máximo, tontos ao máximo, ingénuos ao máximo… Vá repete comigo “Eu fui tão patético”. Vá, repete! Afinal também o foste, não fui só eu. Não fui só eu que repeti exaustivamente, sem medo de gastar, a palavra “amo-te”. Não fui só que prometi amar-te para sempre. Vinhas e chegavas de mansinho, com aquele sorriso parvo cosido na tua cara de sonsa, e dizias que eu era a tua luz. Mentirosa! Espero então que fiques bem às escuras e que tropeces muito até esmurrares bem os cornos. Dizias que eu era a tua vida… Porque não morres então de uma vez e me poupas de pensar na tua existência?
Agora choras… Ridícula! Chora à vontade. Espero que morras de desidratação. Foste tu que escolheste assim. Tu é que premeditaste o nosso fim. Porque é que agora te importas tanto com o que eu digo? Porque é que o que digo te afecta tanto?
Só as palavras sabem que te odeio. Elas carregam na sua sonoridade este ódio e se pudessem, elas próprias, estrangulavam-te. Porque até para elas se torna pesado carregar este sentimento tão feio que tu injectaste para dentro das minhas veias já secas, porque o sangue fugiu com medo de ser contaminado. Odeio-te com a minha máxima potência.
São palavras que explicam tudo o que sinto por ti. Elas traduzem tudo, elas falam por mim, elas sentem por mim, elas odeiam-te por mim. Sofre! Sim sofre.
Eu também sofri por ti.
Doem-me as pernas por te seguir sem nunca parar.
Dói-me a cabeça que insiste em pensar em ti.
Doem-me as mãos que tentam tocar-te
mas nunca te apanham.
Dói-me o coração de tanto bater por ti.
Doem-me os olhos que te vêem em toda a parte.
Dói-me a voz de tanto gritar o teu nome.
Dói-me a pele que pede o teu corpo.
Dói-me o nariz que guarda o teu cheiro
desde o primeiro dia.
Dói-me a alma que vagueia sem a tua luz.
Dói-me o ego sem ti aqui para o elevar.
Dói-me o sexo com fome de ti.
Dói-me a vida por não fazeres parte dela.
Dói-me o destino que te vê fugir dele.
Dói-me tudo porque não te tenho.
Doem-me estas palavras por serem para ti.

Partida...

Deste-me o teu olhar, é verdade, não posso negar.E agora que queres? Não vês que me estou a mudar?Da tua vida fingida escrita à pressa,onde não basta querer tudo para que tudo aconteça.Levo comigo só o que é meu. O que é teu não me importanão quero saber. Devolvo-te o teu olhar para poderes ver que tudo o que começa também tem de acabar.
Abre os olhos e vê que tudo acabou.Vê até que ponto a tua vida mudou.Arranca-me de ti e aprende a viver. Recomeça a tua vida, volta a nascer!
Vou sem demora, que a hora não perdoa.Mesmo com tudo acabado, ao pé de ti o tempo voa.Não olho para trás. Não olhes para mim.Aceita de bom grado que tudo chegou ao fim.Levo comigo o amor que não te deiE sei que foi em vão todo o amor que gastei.Fica sozinha com o teu olhar.Deixa-me ir embora é tarde para ficar.
Abre os teus olhos e vê o que ficou.Vê até que ponto o teu mundo acabou.Esquece-me de vez e aprende a viver.Recomeça a tua vida, pára de sofrer!
A vida é assim. Podes ter raiva de mimque nada vai mudar. Nada tem de mudar.A vida é assim.Não penses mais em mim.Lamento mas vou embora, o amor chegou ao fim.
Não passo dos olhos que te vêem,
da cabeça que te pensa,
de uma boca que te fala,
dos pés que te perseguem,
possui à força.
Não passo daquele que se vem,
e que se vai de seguida.

A nossa história

Quero que te afogues nas desculpas
e que tropeces nos arrependimentos,
até que percebas que é muito tarde.
O meu amor por ti evaporou-se
e agora habita em mim
uma paixão de novos tempos.
Longe vão os meses em que trocava
o sono pela alegria das tuas memórias
implantadas no meu pensamento.
Os dias em que eu suplicava pelo teu amor,
e que em troca comia a tua ausência,
ficaram escritos noutro livro.
Muda de história, que a nossa está gasta.

No meio

No meio disto tudo,
quero que nunca mais percas
o teu corpo no meio do meu…
Não quero estar presente
quando, a meio da noite, acordas
e me puxas contigo,
para o meio da cama
perdida no meio do teu quarto.
Não quero mais que entres,
a meio da noite, no meio
dos meus sonhos e me leves
para o meio dos teus pesadelos.
Nunca mais quero saber
das conversas que deixas a meio
e das pessoas que metes
no meio de nós dois.
Não quero estar no meio
da tua vida, nem no meio
daqueles que amas…
Quero ser único.

Sentidos...

Sei de cor o teu cheiro,
e tenho o teu toque ainda presente
em cada parte do meu corpo,
que as tuas mãos de anjo percorreram.
Tenho os beijos que nunca me deste
guardados nos meus sonhos
e reinvento todos os dias
o sabor da tua boca.
Tenho o teu olhar gravado
nas constelações do meu céu.
Tenho o sal da tua pele
a alimentar o meu mar,
e mesmo não sabendo ao certo
a que sabe a tua pele,
reinvento todos os dias
um novo paladar.
Sei de cor o sabor da tua alma
e reinvento-o todos os dias com calma.

Passado...

Tenho o sabor dela disperso na minha boca
e o toque dela agarrado às minhas costas.
Tenho o olhar dela afogado junto ao meu
e as unhas dela espetadas nas minhas costas.
Tenho os suspiros dela colados ao ouvido
e o beijo dela tatuado nas minhas costas.
Tenho o desejo dela queimado nas minhas mãos
e as mãos dela marcadas nas minhas costas.
Tenho os orgasmos dela perdidos nos meus silêncio
se o prazer dela arranhado nas minhas costas.
Tenho uma vida a seguir em frente
e um passado atrás das costas.
Deito-te na mesa
com as palavras
e dispo-te das frases feitas
que lês nesses teus livros.
Arranco-te essas
defesas vocabulares
e transformo-te num conto
poético de final feliz.
Rabisco cada frase no papel
da tua pele
e copio para o teu olhar
o desejo que nela escrevo.
Leio no fim,
em voz alta,o poema que o teu corpo
passeia para mim,e adormeço contigo
na paz das palavras.

Destino

Tenho o destino.
escrito nas mãos…
Um dia vou riscá-lo
e escrever por cima
uma nova história
na qual entres tu.
Vou pegar numa faca
e cortar todas as linhas,
oferecendo-te depois
o meu novelo de má sorte.
Ou, talvez, deva cortar as mãos
e viver sem destino,
vagueando pela vida
ao sabor do meu querer…

Dias Maus

Há horas, dias, semanas, meses, anos, em que devíamos cair num sono profundo para não termos de assistir ao pesadelo em que a nossa vida se pode transformar. Mas, como a única coisa que se pode fazer é viver nesse pesadelo, temos de aguentar. Podemos achar que não vamos aguentar, ter a certeza disso, mas o que é certo é que lá vamos vivendo o dia a dia e até acabamos por achar piada à sucessão da má sorte que temos. Torna-se divertido ver o que nos espera e ver que a cada passo o tombo é maior. E quando eu digo que se torna divertido, é apenas para não tornar tudo ainda mais dramático do que na realidade já é. Mas, como estava a dizer, o tombo é maior e então fica-se à espera que venha a derradeira hora em que cairemos no precipício.Há quem diga, e muito bem, que problema atrai problema. Começa por ser uma coisa sem importância, à qual nem damos o devido valor, porque nos achamos capazes de resolver, e quando vemos que não é bem assim e abrimos os olhos para a realidade, acordamos no nosso pesadelo e as coisas começam a complicar-se… Perde-se a vontade de viver e ganha-se um oceano de presente para chorarmos e não nos resta mais nada a não ser gastar cada gota, sem medo de economizar, sem nos preocupar-mos com a conta de água… Se bem que às vezes gostava de saber quanto gasto em lágrimas, principalmente neste últimos tempos.Com os problemas a aparecerem como melgas, só nos apetece ser, por exemplo, a vizinha do lado, que até tem um belo carro e anda sempre bem disposta. O sentimento de solidão e abandono cresce com cada problema… Tanta gente que nos rodeia mas ninguém com a salvação para o nosso caso…Só resta esperar… Viver numa espera mesmo longa e dura, sem sabermos quando virá o nosso arco-íris, para pôr fim à nossa tempestade interior. Há quem reze e há quem já não acredite em poderes divinos e se sinta abandonado. A sensação, às vezes, é que todos os santinhos resolveram tirar férias na mesma altura… Ou pensamos então que já fizemos tantas asneiras que não merecemos sequer atenção e perdão lá do Patrão… Chegamos então à altura na qual me encontro… Sem achar nada e sem me achar a mim.

Olhar para trás

Como sempre olhei para trás. Mas dessa vez algo mudara. Tu não estavas lá como sempre estiveras. Nos meus olhos pesou, então, a imagem da tua ausência e lá continuei a minha caminhada.

Já lá vai algum tempo mas, ainda hoje, vou olhando, de vez em quando, para trás. Ainda hoje a imagem da tua ausência pesa nos meus olhos como sacos de água rotos. Mas lá vou caminhando a passos curtos e cuidadosos para não tropeçar sempre que olho para trás.

Um dia sei que vou deixar de sentir a tua falta. Vou ganhar um novo peso nos olhos que me permita olhar em frente. Vou ganhar um novo fôlego que me ajude a transformar os passos curtos em passos longos, sem medo de tropeçar se olhar para trás e não te vir!

Não sei...

Não sei. Não quero. Mas, espero e desespero... Não sei se fico, se vou. Se vivo, se choro, se corro, se morro. Não sei!

Não sei se te quero, se te amo, se te odeio... Não sei se a saudade veio por ti ou por mim. Se és tu que a sentes, ou mentes. Se sou eu que a sinto e sofro assim. Não sei!

Não sei se te chamo. Eu quero. Mas sento-me e espero. Não sei se te penso, se te esqueço... Se não sou digno de ti ou se te mereço. Não sei!

Não sei se sou um louco ou se és tu que me amas pouco... Se durmo e sonho ou se acordo sem nada... Se empunho a espada e enfrento o dragão... Se a espeto em mim ou no teu coração. Simplesmente não sei!

Embriagado de amor!

A inspiração nasce do momento
em que te penso e bebo
as tuas memórias, de um copo
fino, com pé, cheio.
Bebo-te até ao fim
sem medo da embriaguez.
Bebo-te à exaustão
sem tremuras na mão.
E quando a tua garrafa acaba
a inspiração pára até que uma
nova garrafa tua se abra.
E então eu penso-te,
eu bebo-te,
eu quero-te,
e eu amo-te

Construções de papel...

Fiz um avião de papel e ele voou.
Fiz um barco de papel e ele navegou.
Fiz um coração de papel e ele não bateu...

Narcisista

Acordas e amas-te.
Comes a tua imagem ao pequeno-almoço.
Passeias-te pelos espelhos e montras.
Deliras com o teu cheiro.
Adoras ouvir-te.
Tens inveja de quem te pode olhar.
Invejas quem usufrui da tua companhia.
Invejas quem te beija.
Dormes com a tua fotografia.
Adormeces a pensar em ti.
Sonhas contigo.
Acordas e amas-te.

Ser homossexual...

Vives à margem da tua imagem e reprimes-te ao estereótipo que esta sociedade de aparências te obriga a representar. Finges ser quem não és para poderes sobreviver,dia após dia, num mundo de leis duras onde te impingem curas para a doença que te diagnosticaram.Tens uma doença que não existe mas que te condena ao julgamento, por pessoas auto-intituladas normais, sem qualquer possibilidade de absolvição. És condenado por amares o próximo. Não ames o próximo... Ama a próxima!Não segues os padrões. Armas-te em diferente! Queres que te aceitem assim? Lamento. Quem te manda ser assim?! Não sabes?! Toda a gente quer saber porque és assim, mas ninguém quer entender... Continua a representar e a amar escondido.Obrigam-te a viver à margem. Por isso isolas-te do mundo, mentindo a ti próprio e a quem te rodeia. Não, tu não és diferente... És igual a tantos outros que vivem escondidos como tu...

segunda-feira, Maio 01, 2006

Deixa-me que te conte os beijos e as mãos que ficaram por dar, as promessas que ficaram por fazer, os sonhos que ficaram por cumprir e o amor que ficou por sentir. Deixa-me que te conte tudo isto porque sei que tu te esqueceste de mim e como tal já não sabes contar!Deixa-me que te conte as noites vazias à espera que as preenchamos com os nossos corpos colados, os dias cheios de um nada que corre sem nós, as palavras que ficaram por dizer e que me moram agora na voz. Deixa-me que te conte tudo isto porque sei que aprendeste viver sem mim e como tal já não sabes contar.Deixa-me que te conte as vezes que te espero, as vezes que desespero e os momentos em que te quero. Deixa-me que te conte quantos segundos penso em ti, quantas músicas te trazem de volta no som e quantas vezes sangra por ti o meu coração. Deixa-me que te conte tudo isto porque ainda me lembro de te amar e de contar!

Para onde foram os beijos que demos,
as promessas que fizemos
e os olhares que trocamos?
Onde estão as juras de amor eterno,
o gosto pelo inverno
e o sabor da tua boca?
Quem escondeu as gargalhadas que soltamos,
as lágrimas que perdemos
e todos os nossos Adeus?
Quem perdeu os nossos Sábados,
todas aquelas discussões
e os raios de luar?
Onde está tudo o que sentia por ti,
a vontade de te querer
e o medo de te perder?
Fiz do teu amor uma salada sem tempero.
Não tem gosto, não tem cheiro,
não tem cor, não se vê.
Não é saudável, mas como-a
todos os dias quando estou ao teu lado.
Fiz do teu amor uma salada sem tempero.
Não engorda, não alimenta, mas aumenta
em mim o desejo de te comer.
Quero um mundo p'ra viver.
Quero alguém para abraçar.
Quero chão para correr.
Quero fogo para me queimar.
Quero calor para me aquecer.
Quero chuva para me molhar.
Quero labirintos para me perder.
Quero asas para voar.
Quero luz para acender.
Quero pele para trincar.
Sem ti adormeço no nada,
acordo no nada e vivo sem nada.
Sem ti não tenho nada, a não ser
a tristeza de não te ter.
É com este nada que caminho
a passos apressados ao teu encontro
mas... não te encontro!
Com nada ou sem nada,
nada é suficiente para te substituir...
Mas tu podes substituir este nada
que habita dentro de mim.
Onde estás?

Amar-te é sofrimento.
É querer e não poder
deixar de chorar de descontentamento.
É ter sede de te ver sorrir.
É ter sede!É ter fome e desejo.
É não te poder pedir um beijo.
Querer ter-te nos braços
e seguir-te a largos passos.
É morrer.É querer morrer.
Simplesmente... Amar-te!

Deitado na cama,
cabeça na almofada,
cabeça em ti.
Coberto de silêncio,
lágrimas nos olhos,
olhos em ti.
Mãos vazias, corpo despido,
sede dos teus beijos,
sede de ti.
Coração desritmado,
voam pensamentos,
pensamento em ti.
Quero que a vida me traga
um sol em cada amanhecer,
me dê uma lua cheia
cada noite escura,
e faça da minha vida a vida tua.
Que me envolva na teia
que tece os teus sonhos,
que me traga a cura para a solidão
e me atire para um canto
privilegiado do teu coração.
Que me faça ser amado,
desejado e teu
Que me faça gritar que o meu
sonho finalmente aconteceu.
Que a vida me faça ser paciente
para suportar a tua ausência.
Que a vida me dê paciência!

Vais partir.
Agora que te tenho vais-me fugir
como areia na mão a escapar-me pelos dedos.
Vais ser uma lembrança, não tarda nada.
Uma memória viva em mim, onde nela viverão os medos
que um dia tive por não te ter
e que vou sentir ao te perder.
Vais ser lágrima que me corre
pelo corpo, como gota de orvalho que morre
nas pétalas de uma flor... que dor!
Sim,vais-me doer, é certo.
Vais ser a ressaca, outrora foste o vício
que me consumia a alma.
Calma... Ainda te sinto perto.
Dói-me tanto a alma. Como dói! Os meus olhos já nem lágrimas têm para me acalmarem a dor. Choro então pedaços de nada. Um nada que me mora nos olhos e me sufoca a alma. Em breve, esse nada nos meus olhos será tudo o que resta... Ai, o que me resta já é tão pouco! Tão pouco que nem pouco encontro, nem a mim me encontro. Nem a ti.As mãos estão vazias. O vazio nelas dói porque me falta um qualquer toque. O teu. Toca-me. Mesmo que eu diga que não. Abraça-me à força. Com força. Com mais força. Mesmo que eu me queixe do aperto. O aperto do teu abraço dói menos que o aperto com que atormentas o meu peito.Deixa-me ser teu. Talvez renasça. Mas não me dês a provar um travo que seja da dor. Sim, o amor dói. Mói. Mata!
Mas ama-me...

A solidão é escura,
Negra e sombria,
Uma verdade bem dura,
Uma verdade bem fria.
A solidão também mata,
Fere, pisa e destrói,
Uma ferida que maltrata,
Uma ferida que dói.
É um pensamento que assusta,
É um medo que vive,
Uma doença que barafusta,
Uma doença que tive...
Tive, tenho e terei...
Pois nunca cura haverá,
Dela me escondo e esconderei,
Mas sempre (ela) me encontrará.
Quero continuar a viver,
A minha vida não é tão má,
Mas ela faz-me morrer,
É uma pedra que em mim há.
A solidão é essa pedra,
E bem dura, por sinal,
Eu bem a tento destruir,
Mas fica sempre igual.
É semelhante a um fracasso,
Essa solidão relutante,
Tudo o que fiz e agora faço,
É no fim, fracassante...
Tanta tristeza me afunda,
No meu pranto de lágrimas mortas,
Deixa em mim essa mágua profunda,
De ter fechado todas as portas...
SOLIDÃO não é a falta de pessoas
para conversar,namorar,
passear ou fazer sexo...
isto é carência.
SOLIDÃO não é o sentimento
que experimentamos
pela ausência de entes queridos
que não podem
mais voltar...isto é saudade.
SOLIDÃO não é o retiro voluntário
que a gente se impõe às vezes,
para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.
Tão pouco é a pausa
involuntária que o destino
nos impõe compulsoriamente,
para que revejamos a
nossa vida...isto é um princípio da natureza.
SOLIDÃO não é o vazio de
gente ao nosso lado...isto é circunstância.
SOLIDÃO é muito mais que isto...
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão, pela nossa Alma!

Olhos que olham sem ver.
Uma boca sem ter gosto.
Gravado trago no rosto,
A razão do meu sofrer
Quero em vão esquecer,
A minha vida passada.
Mas com esta cara marcada
Nunca o poderei fazer.
Eu tento em vão morrer,
Tentando mudar a sorte.
Mas nem mesmo a própria morte
Mostrou a mim conhecer.
Vive pois corpo maldito,
Vive sofrendo mais.
Nada ganho com meus ais
Nem mesmo se der um grito.
Se amar, foi meu delito
Então, não amo,
sofro calado.
Mas com este rosto marcado,
Já não sou homem, sou mito!
Encontrei-me com a solidão,
À saida do barco da alegria.
foi uma recordação sentida
que pôs negro esse dia.
É um mundo muito escuro
sem estrelas, nem caminhos,
sem luz, sem amigos,
nem alguem para fazer carinhos.
É um mundo ausente
onde não queria entrar,
mas as causas da vida
não me quiseram poupar.
Por isso estou só.
Não sinto o coração.
Sou mais um solitário
Que não tira os olhos do chão.
Espera. Eu preciso de te passar a culpa que me pesa no vácuo
que me transporta a alma. Este vácuo já é demasiado pequeno
para a alma que me foge pelas bordas, quanto mais para
carregar uma culpa que não me diz respeito… uma culpa que
me ocupa alma e peito…
Espera. Eu preciso de te devolver o toque das tuas mãos que
continua a aprisionar a minha pele.Quero livrar-me dele!
a minha pele precisa de ter os poros livres para redescobrir
o sabor de outros toques.
Espera. Eu preciso de te dar a minha carência. É a tua ausência
que a provoca, por isso espera um pouco agora só para a
levares embora.
Espera. Eu preciso de te falar das lágrimas que caiem por ti.É
por tua causa que elas molham a cara e alimentam o fogo
desta dor que nunca pára.Espera.
Eu preciso de te mostrar como sofro tão calado
por não te ter a meu lado… Espera, não vás…
Se tudo fosse tão simples de dizer
as frases morriam na boca
mesmo antes da palavra nascer.Se tudo fosse tão fácil de sentir
o amor não fazia estragos
na hora de fugir.Se tudo fosse tão simples de
olhos abriam-se antes de tudo acontecer.Se tudo fosse tão fácil de suportar
o meu peito não se queixava
desta constante falta de ar.Como nada é fácil,
escolhi a maneira mais dificil de te esquecer...
Vivo a relembrar-te, prendendo-me sempre em ti.
...Porque a amizade é isto. É dar sem cobrar, estar lá mesmo
quando não se está, ter as palavras certas e não só aquelas
que queremos ouvir, saber dizer não, perdoar, amar!…
Porque os amigos são isto. Procuram respostas, têm dúvidas,
erram, sofrem, choram… Ajudam-nos a escrever a nossa
história, transformam a nossa visão do mundo, fazem-nos rir,
chorar, sofrer, crescer, lutar,não desistir,
gostar de nós próprios, e acima de tudo, fazem-nos viver…
Sabes quando sentimos um aperto no peito e o seu efeito nos faz sentir pequenos? Sabes quando queremos luz e em troca nos deixam na escuridão que nos cega os olhos como se alguém lhes espetasse os dedos? Sabes quando tudo à nossa volta gira e nós não saímos do lugar, estagnando a vida, a dor, a ferida, a partida? Oxalá soubesses...Sabes quando chove lá fora e parece que o mundo vai desabar por causa da nossa dor, do nosso amor, do nosso ardor? Sabes quando o desejo da carne se torna tão forte que sentimos uma ressaca carnal? Sabes quando tudo corre mal e não temos um porto de abrigo para nos acolher? Um dia saberás...
Perdoa-me quando ando pela lua
de braços cruzados,
como que atados
e não te vou abraçar.
Não é, certamente,
pela minha falta de braços...
É pelo medo de me magoar!

As histórias de amor deviam ter sempre um final feliz.
Melhor, o amor nunca deveria ter fim.
Talvez ainda melhor, quem se ama não devia estar separado.
Melhor melhor, era não haver amores não correspondidos.
E ainda melhor que melhor, era eu estar perto de ti.
De mãos coladas a ti. De lábios selados nos teus.
De olhos perdidos nos teus.
De corpo enrolado no teu.
De alma presa na tua.
De pensamento cruzado no teu.
De respiração dependente da tua.
Melhor era eu ter-te ao meu lado.
Era eu amar-te e ser amado.
Desejar e ser desejado.
Olhar e ser olhado.
Tocar e ser tocado.
Beijar e ser beijado.
Melhor, melhor era eu acreditar em finais felizes.
Em amores correspondidos.
Em amor sem distãncias.
Em mãos coladas.
Em almas presas.
Em corpos enrolados.
Em mim.
Em ti.
Em nós.
Fico escondido no meio
da escuridão que me cega.
Dobro a minha alma em quatro
e aprisiono-a ao lado da minha vida.
Corro sem ver ninguém
e grito por estar sozinho.
Sentes-te sozinha?Mas eu não me esqueci de ti...
Precisas de carinho?Abraça-me, eu estou aqui.
Terei sempre tempo,nunca me atrapalharás...
Nunca chegará o momento
em que te deixarei ficar para trás.
Não...Acredita em mim...
Sei que te escondes da solidão,
mas não precisas de ficar assim.
A noite cai,os nossos sorrisos desvanecem-se...
Não te preocupes com o que vai,
as coisas más, esquecem-se...
Eu sei que é difícil,quantas vezes eu tentei...
Mas se agora estou melhor,
é porque finalmente ultrapassei.
Ou não, dizes-me tu?? Mas que amiga me saiste...
Há dias e dias...Dias felizes, dias em que estou triste...
Mas não falemos disso agora.
A chuva começa a cair,está na hora de ir embora.
Sorri...Há dias assim...Hoje e sempre penso em ti
,como sei que também pensas em mim...
Minha amiga, meu amor...
Meu doce...
Meu coração ao teu dispôr...
Escuto a chuva fina lá fora
E dentro o calor de uma oração,
Ai, como teu amor demora,
É tão longa a solidão !
...O sol pelas nuvens tapado
No céu cinzento risca um avião,
No galho o pássaro só coitado,
É tão longa a solidão !
...E chegando o entardecer
Vem a noite com a escuridão,
Sonhos lindos a estremecer,
É tão longa a solidão !
...Depois de noite agitada
Com saudades mil no coração,

Grita o galo na madrugada,
É tão longa a solidão ! ...
Sabes o medo?
Tenho medo, sabes?
Sabes que o medo nos consome lentamente?
Comparo o medo a um assassínio por vingança, sabes?
O medo é assim...lento.. lento...e dói.. dói...consome ..mata...
Sabes que tenho medo, não sabes?
E tenho medo sozinho
Já ninguém tem medo comigo...
O medo faz-me perder
No entanto, tenho medo de perder..
E perco porque tenho medo
E tenho medo de perder..
Mas perco e perco e vou perdendo
Perco-te
Perco-vos
Perco o brilho no olhar
Perco.. perco...perco o Mundo
O medo consome
O medo mata
Estou morto...morto pelo medo...
Procura um porto seguro
Eu tenho medo porque não o fiz
E agora já é tarde.
Ancora-te!
Ancora-te....o medo mata!
Escuro sobre o escuro...Silêncio sobre o silêncio...Enquanto a noite cai sobre mim, fica sempre a impressão de que posso não aguentar.Magoa esta tua ausência... tanto como o “até amanhã” que dizemos todos os dias quando te deixo em casa...Mantém-me acordado este pesar... não sei o que fazer...Perante as dificuldades que tenho de ultrapassar, são tuas as mãos que me conduzem...Perante a dor, a ausência de luz, és tu quem me ilumina!Pego nas migalhas que ficam de um beijo, no pouco de ti que ficou agarrado nas minhas mãos... fecho os olhos e viajo até ti!É em ti que me encontro sempre que ando perdido... é em ti que tudo ganha sentido.Nada serve propósito maior que este amor que me une a ti, que esta união de vida, de luz...Rasga-me um sorriso maior do que o possível, sempre que te encontro onde combinámos nos encontrar...Nos teus braços fico tão leve, que se numa distracção me elevar ao céu, és tu quem me recebe meu anjo...Mas é enorme esta vontade de viver em ti, contigo, para ti. Sempre que fecho os olhos vejo o teu sorriso, sempre que humedeço os lábios, saboreio o teu gosto... sempre que alcanço mais longe, juro que toco o teu corpo...Sempre que não estás, tenho-te em mim!É isto o amor então?Este ter-te mesmo quando não te tenho?... Este amar-te, mesmo quando me dói?...Este ser em ti, mais que sou em ninguém?...É...Definição simples de amor me deu o tempo...Amor para mim és tu!

Existo???

Alguém me quer?NÃO?
Alguém me diz o que se passa?
Ou pelo menos quem eu sou?
Alguém me explica porque raio
nenhum raio me fulminou?...
Mas será que ninguém me ouve?
Ou então... Será que eu estou aqui?
A minha sombra não me persegue...
Amotinou-se....
Atrás da sombra deixada por ti!

Amor e Dor...

Sofreu a minha alma de terrena desilusão
Certezas insondáveis neste néctar azedo
Poema de amor e dor guardou em segredo
Nesta caixa pequena chamada coração
Sou um poeta sem rima ou noutra versão
Por vezes ditoso, muito mais magoado
Melhor sorte teria nem sequer ter amado
Protegendo o coração da dor e da paixão
Se as paixões causam dor e sofrimento
Conduzindo a razão à ruína e ao tormento
Voltei a viver o que julgava esquecido
Não! Não quero saber deste meu versejar
Afinal quem pode viver sem amor sem amar?
Mas… ditoso seria ter rasgado ou partido.
Caminho por ruas desertas, procuro luz.....
vislumbro-a... ao longe
percorro esperançoso...
aquele caminho que a ela me conduz
portas se abrem...
esperança de um momento... sorriso triste...
Oh intenso tormento... foi-me negada entrada!...
sinto-se desprezado!...encurralado!...
sociedade hipócrita...gente ...
e olhos cegos de verdade
não vêm a autenticidade
de quem apenas lhes pede
um pouco de caridade!
..ninguém a mão me estendeu
..nem notam... arrefeceu!..
quero apenas descansar...sonhar
..meu coração aquietou
..pobre criança agora sou!
 
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